Fazendo minhas as palavras do refrão de um antigo samba-enredo da Mangueira, as férias na terrinha tiveram literalmente "xinxim e acarajé, tamborim e samba no pé", fora capoeira, ladeira do Pelô, muita praia, vôos de teco-teco, desfile das escolas de samba ao vivo na Sapucaí, Maracanã, muito churrasco e um aperto no coração na hora de voltar.
Dizem que férias de verdade acontecem quando a gente esquece do que ficou para trás. Se isso for verdade, as férias foram fantásticas, porque hoje eu nem lembrava como ajustar o chuveiro aqui do Iglu e quase queimei minha pele que - posso esnobar -agora está num tom marrom-Globeleza.
Aos poucos, vou escrever alguns dos casos das nossas férias memoráveis. Para quem tem fobia de avião, o Marido Gringo sobreviveu razoavelmente. Contabilizou que fizemos 13 diferentes vôos em 26 dias. Suou feito tampa de marmita na subida do bondinho do Pão de Açúcar, naquele calor fantástico do Rio de Janeiro em fevereiro. Aliás, o bondinho abriga a maior concentração mundial de gringos suando juntos num mesmo espaço. E eu ? Contrariando os palpites das seca-pimenteiras gringas, não suei, nem inchei e muito menos passei mal no calor, mesmo com a barriga que parece crescer a cada minuto. Aliás, qualquer temperatura entre 30 e 35 graus positivos é ideal para mim.
Vancouver quebrou meu galho e deixou escapar hoje um solzinho fraquinho para quem estava no Rio até ontem, mas muito melhor do que a chuva eterna que eu deixei para trás quando saí daqui. O frio continua, que o "aquecimento global" não é global coisa nenhuma, porque esta parte aqui do globo não se aquece, nem com reza de Pai de Santo. Saravá !
28 fevereiro, 2006
02 fevereiro, 2006
Parece que agora vamos
"Tolice é viver a vida assim sem aventura
Deixa ser pelo coração,
Se é loucura, então melhor não ter razão."
(Lulu Santos)
O Lulu que me desculpe, mas a vida sem aventura é muito menos estressante. Envelheci uns cinco anos nos últimos cinco dias.
Continuando a novela da viagem cujos preparativos têm consumido muito mais tempo e causado mais stress do que a expedição da frota de Cabral ao Brasil, o visto do Marido Procrastinador nunca chegou. Contratamos um despachante, mas de nada adiantou. O visto chegaria amanhã, mas como embarcamos hoje, fica impossível. Conclusão: lá se foi ontem de noite para Toronto o Marido Já Não Tão Calmo, a tempo de ir ao Consulado Brasileiro hoje cedo e pegar o bendito visto.
Graças a Deus, ele já me ligou de lá, avisando que está com o passaporte liberado, visto pronto. Como ele perdeu o primeiro trecho da viagem, estamos rezando para que a Air Canada não crie caso e permita que ele embarque hoje de noite para São Paulo. A regra de bilhetes gratuitos é que, uma vez iniciado o primeiro trecho, não pode haver alteração de percurso. "E se o primeiro trecho nunca for iniciado ? Perde-se tudo ?" - esta, caro leitor pasmo com nossa desorganização, é a nossa dúvida.
Ganhamos assim vários troféus com essa experiência: de Casal Mais Desorganizado do Mundo, de Marido Mais Procrastinador do Planeta e de Grávida Mais Medrosa de Todas (se é essa confusão toda para irmos só os dois, tendo uma passagem gratuita, como será quando formos com um bebê ?). Ele diz que aprendeu a lição e não vai mais deixar nada para a última hora, nem guardar documentos importantes onde corram o risco de não serem encontrados. Meu medo é de que o neném comece a chorar e a gente não o encontre aqui em casa, tamanha a bagunça.
Se eu não escrever logo, é porque estamos torrando no sol tropical.
Deixa ser pelo coração,
Se é loucura, então melhor não ter razão."
(Lulu Santos)
O Lulu que me desculpe, mas a vida sem aventura é muito menos estressante. Envelheci uns cinco anos nos últimos cinco dias.
Continuando a novela da viagem cujos preparativos têm consumido muito mais tempo e causado mais stress do que a expedição da frota de Cabral ao Brasil, o visto do Marido Procrastinador nunca chegou. Contratamos um despachante, mas de nada adiantou. O visto chegaria amanhã, mas como embarcamos hoje, fica impossível. Conclusão: lá se foi ontem de noite para Toronto o Marido Já Não Tão Calmo, a tempo de ir ao Consulado Brasileiro hoje cedo e pegar o bendito visto.
Graças a Deus, ele já me ligou de lá, avisando que está com o passaporte liberado, visto pronto. Como ele perdeu o primeiro trecho da viagem, estamos rezando para que a Air Canada não crie caso e permita que ele embarque hoje de noite para São Paulo. A regra de bilhetes gratuitos é que, uma vez iniciado o primeiro trecho, não pode haver alteração de percurso. "E se o primeiro trecho nunca for iniciado ? Perde-se tudo ?" - esta, caro leitor pasmo com nossa desorganização, é a nossa dúvida.
Ganhamos assim vários troféus com essa experiência: de Casal Mais Desorganizado do Mundo, de Marido Mais Procrastinador do Planeta e de Grávida Mais Medrosa de Todas (se é essa confusão toda para irmos só os dois, tendo uma passagem gratuita, como será quando formos com um bebê ?). Ele diz que aprendeu a lição e não vai mais deixar nada para a última hora, nem guardar documentos importantes onde corram o risco de não serem encontrados. Meu medo é de que o neném comece a chorar e a gente não o encontre aqui em casa, tamanha a bagunça.
Se eu não escrever logo, é porque estamos torrando no sol tropical.
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