29 janeiro, 2012

O Pacotinho de Relatividade do Tempo

Fofolete ainda não completou 1 ano e 4 meses de idade.

O Pacotinho de Notícias vem avisar no seu boletim da manhã:
- Mãe, a Fofolete caiu da escada no quarto de brinquedos!
- Agora?
- Não... muitos anos atrás.

21 janeiro, 2012

SAL do Iglu para Hungry Traveller

Sou contra qualquer forma de desmame abrupto e, se o leite seca artificialmente por conta de algo que a mãe ingeriu, a intenção é um desmame abrupto. Medicamentos para secar o leite geralmente são criados para outra finalidade e o leite seca como efeito colateral (sabemos que muitas mães pedem e muitos médicos receitam com esse objetivo, sem explicar todas as possíveis consequências).

Já vi relatos de crianças que passaram meses sugando um peito seco, mesmo a mãe tendo tomado medicação para secar o leite.

Na minha experiência, não há necessidade disso. Acredito que a hora de começar a pensar em desmame é por volta de 6 meses, quando outros alimentos são introduzidos. Veja bem, não digo que é hora de desmamar, mas é um momento excelente para a mãe avaliar como ela gostaria que o desmame acontecesse. Parar de amamentar em livre demanda a partir de 1 ano de idade, estabelecer momentos e locais para amamentar, distrair a criança maiorzinha que muitas vezes pede pra mamar como forma de obter atenção da mãe foram suficientes para mim. Eu jamais quis que a amamentação se tornasse um tormento, então muito antes de achar que já tinha cumprido totalmente minha missão, comecei a organizar a rotina, para que o desmame não fosse traumático para ninguém. Mas, como tudo na vida, as experiências são diferentes para cada dupla mãe-criança.

Minhas sugestões foram muito mal interpretadas num fórum virtual de amamentação, porque muita gente acredita que a mãe não deve nunca impor limites quando o assunto é desmame. E é por isso que pipocam nos fóruns reclamações de mães exaustas, amamentando dia e noite, em livre demanda, uma criança de 2 ou 3 anos que belisca um peito enquanto mama no outro. Será que os meus nunca fizeram isso por "sorte"?

Sal do Iglu para Camila

Comecei a usar o Ergo com 1 mês, com aquele saquinho próprio para até 3 meses. Usamos até hoje, 1 ano e 2 meses depois. Só não usei desde RN porque não tínhamos o Ergo, mas usamos o sling de argola desde 4 dias de vida.

15 janeiro, 2012

Aniversário de Mãe

Na véspera do aniversário da Mamãe, sai o assunto:

- Amanhã tem um aniversário.
- Tem?
- Sim. Sabe de quem?
- Seu.
- Como você sabe?
- Amanhã não é sábado! Aniversário de criança é sábado.

O Pacotinho de Lógica está cada vez mais entendido de todas as coisas.

SAL do Iglu para Laura

Ai, Laura, este é um assunto muito controverso. Até saí de um fórum virtual de amamentação por discordar da opinião das moderadoras a respeito do tema. Acho que não tem resposta certa e, enquanto estiver bom para a mãe e para a criança, a amamentação pode continuar.

Uma coisa que aprendi logo cedo na maternidade é que certos assuntos não são da alçada do pediatra. Pode perguntar ao pediatra da sua filha (ou a outros) quantos créditos de aula de amamentação (ou de sono dos bebês) eles tiveram na sua formação. A resposta sincera será zero ou muito próxima disso. Os apaixonados pelo tema estudam-no por conta própria. Então, a orientação do pediatra muito provavelmente será baseada em opinião pessoal, sem embasamento científico.

A OMS recomenda a amamentação por 2 anos ou mais.

Particularmente, eu tenho uma data-limite para meus filhos, que é de 2 anos, mas tenho algumas amigas que amamentaram até 3, 4 anos. A partir de 1 ano, nunca mais amamentei fora de casa e escolhi um lugar único da casa para dar o peito. Não oferecia o peito como consolo, somente antes de dormir. Quando achei que era hora de desmamar, somente mudamos o lugar de fazer o menino adormecer. Ele nunca mais pediu. Foi tudo sem choro, sem drama, sem mastite, sem arrependimentos. Meu filho nunca abriu minha blusa em público e, mesmo a pequena, que ainda mama, só o faz em casa, na cadeira de balanço. E ninguém tomou mamadeira aqui.

Como mãe, acho que a gente deve encarar o processo de desmame como algo natural, o final de uma tarefa bem cumprida. Nunca entendi as mães que sofrem quando o filho de 1 ano e meio ou mais desmama espontaneamente. Os filhos crescem, é a lei natural das coisas.

Sou contra o desmame abrupto, o uso de subterfúgios para enganar a criança, como passar pimenta no peito, colocar um esparadrapo e dizer que ela machucou o peito da mãe, por isso não pode mais mamar. Nem sou a favor de despachar a criança para a casa dos avós para ver se ela "esquece" o peito. Não acho que algo que foi tão prazeroso deva acabar assim, de forma drástica.

Nunca comentei com os médicos que eu amamentava depois de 1 ano. Muita gente da família nem sabia. Não é da conta deles. O único conselho que dou, se quiser continuar amamentando é: não precisa contar pra ninguém. Se você comentar, será alvo de críticas. A cultura da mamadeira, do leite em pó, do leite materno fraco é muito forte.

10 janeiro, 2012

O Pacotinho de Desculpas Esfarrapadas

Na escola, a última turma (grade 7) é escolhida para tomar conta das crianças da primeira turma (kindergarten), de modo que cada aluno de 5 anos tem alguém que vem todo dia para ajudar aqueles com mais dificuldade em vestir o casaco, amarrar os sapatos ou defender-se em caso de brigas no recreio. Uma ótima ideia, que ajuda a prevenir "bullying", já que os maiores sentem-se responsáveis pelos menores e mais fracos.

O Pacotinho de Amizade tem o seu companheiro, o T., cuja idade já virou folclore no Iglu. Sendo o T. um menino muito legal, com uma mãe organizada, ele deu de presente pro Pacotinho de Natal não um presente, mas duas caixinhas com Ninjago. Até então, a Mãe Desinformada do Pacotinho de Desenhos e Rabiscos jurava que aquelas criaturas todas iguais que ele desenha todos os dias e chama de "ninjago" eram invenção da cabeça dele. Ora, onde já se viu? O menino não sabe que o certo é "ninja" e sai com essa.

No dia da apresentação de final de ano, quando o Pacotinho de Natal chegou em casa com os presentes, Mamãe Desorganizada decidiu que deveria comprar algo pro menino e perguntou:
- Que idade tem o T.?
- Não sei.
- Pela série, deve ter uns 11 ou 12.
- Isso, ele não sabe se tem 11 ou 12.
- Não, ele sabe. A gente é que não sabe.


E o tempo passou, o presente foi comprado e entregue, mas a idade do menino continua um mistério. Como é mais fácil para o Pacotinho de Imaginação inventar uma desculpa que simplesmente admitir "esqueci de perguntar", as respostas são as mais estapafúrdias.

- Descobriu quantos anos tem o Tyler?
- É um segredo. A mãe dele não contou pra ele.

07 janeiro, 2012

"Movember" Atrasado


Pra quem não conhece, Movember é uma campanha que a cada ano torna-se mais popular em Vancouver. No mês de novembro, em quase todos os locais de trabalho, a gente vê mais e mais homens deixando o bigode crescer.

Na minha inocência, jamais pensei que o Pacotinho de Curiosidade, cujo pai continuou fazendo a barba e o bigode normalmente o ano todo (ainda bem), estaria ciente da campanha, que nem foi motivo de conversa no Iglu.

E eis que em janeiro, o menino de 5 anos e meio sai com esta:
- Mãe, o que vem depois de "December"?
- Depois de dezembro vem janeiro.
- January?
- É.
- Antes era "movember".
- NOvember.
- MOvember, Mamãe. Sabe o que é MOvember?
- É errado, Filhote. O nome do mês em inglês é NOvember.
- Não, Mamãe. Movember é quando a gente coloca uma fita adesiva embaixo do nariz pra crescer a barba lá na minha escola.
(então, surpresa tanto pelo conhecimento do fato como pela explicação de como o bigode cresce numa criança, só resta à mãe de queixo caído corrigir a palavra errada)
- Bigode, o cabelo em cima do lábio chama BIGODE.

SAL do Iglu para Juliana

Minha grande amiga, com uma memória tão fraquinha! Ju, claro que eu não inventei nada. Na época, até mandei cópia pra você do e-mail da pessoa (muito antes de ter o blog). Eu não teria tanta criatividade, até porque sou a pessoa menos curiosa que conheço e jamais imaginaria tantas perguntas a serem feitas. Afinal de contas, eu vim para cá trabalhar como enfermeira sem nunca ter perguntado nada disso a ninguém, somente entrando em contato direto com o CRNABC, que na época nem se chamava assim.