
As dicas e comentários a seguir são baseados na experiência pessoal de uma mãe, estudiosa da amamentação e fã incondicional de
"attachment parenting", que tem sido traduzido livremente como "parentagem por apego". Não há qualquer intenção de desmerecer ou criticar outras formas de lidar com os bebês. Certamente há inúmeras outras maneiras boas de fazer as mesmas coisas.
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De 0 a 6 meses:Respire aliviada. Provavelmente só será tão fácil viajar com seu filho novamente quando ele for maior de idade, concursado e comprar de presente a passagem para você.
O assentoSe você comprar a passagem com muita antecedência, pode solicitar assentos na primeira fileira, onde há a possibilidade de acoplar um cestinho (ou moisés, caixinha, como queira) à parede para que o bebê de até 10 kg seja acomodado. Você conhece seu filho melhor que ninguém e, se acha que ele virá adormecido no bercinho, vale a pena tentar. As pequenas criaturas saltitantes do Iglu, que começam a rolar com 3 meses de idade, jamais experimentaram o tal leito.
Lembre-se de que, na primeira fileira, os braços das poltronas não levantam e isso pode ser um problema para quem viaja com outra criança maiorzinha também.
Se vai viajar com outro adulto e um bebê menor de 2 anos, peça para reservarem a janela e o corredor. Dificilmente alguém vai querer comprar uma poltrona no meio e, se o voo não estiver lotado, ainda que haja um passageiro ali, ele mesmo vai procurar outro lugar. E, se o avião estiver cheio, há sempre a possibilidade de trocarem o corredor pelo meio.
Check-inChegue cedo, bem cedo ao aeroporto. A preferência para pessoas com bebês de colo só existe no Brasil.
Se possível, chegue ao guichê já com o bebê pendurado em você. Sua cara de coitada a levará longe. A funcionária da Delta bloqueou o assento do meio (ficamos com 3 poltronas, embora só tivéssemos comprado 2) em 3 voos, mas isso só foi possível porque chegamos muito cedo ao aeroporto.
O carrinhoResponda: seu bebê está acostumado a ficar no carrinho? Você acha mais prático empurrá-lo no carrinho ou carregá-lo consigo, num carregador de bebê? Se usam bastante o carrinho, pode levar um modelo guarda-chuva que feche facilmente (ninguém ajuda a fechar o carrinho, a responsabilidade de fazê-lo é de quem levou) até a porta da aeronave. Aí ele será entregue, já etiquetado e você vai pegá-lo novamente quando chegar ao próximo destino.
Só acho o carrinho essencial para bebês que já caminham.
Carregador de BebêPessoalmente, acho indispensável numa viagem de avião, por mais curta que seja. Não é hora de fazer testes, use aquele a que você já está acostumada. Gosto muito do
Ergo Baby e do sling da
Maya wrap. Meus dois bebês foram desde recém-nascidos acostumados a adormecer e a serem amamentados pendurados num carregador. Levei os dois carregadores, usei somente o Ergo nos aeroportos e aviões.
Se você pretende usar um carregador de bebê pela primeira vez numa viagem, compre com ao menos uns 2 meses de antecedência e pratique colocar e tirar o bebê sem ajuda, amamentar, caminhar longas distâncias, ir ao banheiro com ele pendurado, para que esteja confortável com o produto. Se vai viajar acompanhada de outro adulto, nem precisa praticar a ida ao banheiro.
Geralmente, na hora de passar pelo raio-X, os fiscais exigem que o bebê seja retirado do carregador.
As regras dizem que o bebê não pode estar pendurado em você durante o pouso e a decolagem, mas a maioria dos comissários não segue a regra e fica aliviado se o bebê está calado.
Pouso e DecolagemA pressão no ouvido nestas horas pode ser aliviada se o bebê estiver sugando alguma coisa. Como ainda não vi nada mais prático do que os sugadores que tenho acoplados ao tórax, sempre amamento nestas horas, a menos que o bebê esteja adormecido. Não acorde o bebê, não interessa o que diga a comissária.
Se o bebê chupa chupeta, é a hora de colocar.
FraldasTroque no banheiro do aeroporto. Dentro do avião, somente em necessidade extrema. Pode trocar na poltrona, será mais fácil que no banheiro do avião, se não houver trocador.
Uma boa fralda descartável deve aguentar 12 horas de xixi, então se o bebê é propenso a assaduras, capriche no creme do bumbum durante o voo noturno e relaxe.
A Bagagem de MãoA menos que você seja muito alta, recomendo sempre ignorar o compartimento de bagagem acima das poltronas. Lugar de tralha de criança é onde a mãe pode alcançá-la a qualquer momento, com turbulência e luzes de apertar os cintos acesas, ou seja, embaixo da poltrona.
Prefiro colocar tudo numa mochila, daquelas com 1001 bolsinhos. Assim, bebê pendurado na frente e mochila nas costas, a mãe ainda tem duas mãos livres.
Levo em saquinhos Ziploc grandes uma muda de roupa completa (calça, fralda, meia e body), assim quando é preciso trocar, basta puxar um saquinho e tudo está lá. Um saquinho de roupas para cada voo não é exagero se seu bebê é vomitador. Um cobertor e um travesseirinho são necessários se o bebê vai viajar deitado no seu colo. Se ele vai pendurado, o calor do seu corpo o esquenta.
Se couber na mochila, leve uma blusa extra para você (bebês são mestres em eliminar fluidos corporais na mãe).
Se seu bebê só mama no peito, não é preciso trazer alimento pra ele, nem água. Mas, como eles são mais flexíveis com pessoas viajando com bebês, traga uma garrafinha de água para você, dizendo que é pro neném. No ar seco do avião, amamentar dá uma sede incrível.
Traga um lanche para você na mochila, caso haja turbulência e não seja servida refeição (sim, já passei por isso num voo São Paulo - Toronto e cheguei faminta, depois de amamentar a noite toda).
Traga muitos, muitos lencinhos de limpar o bumbum. Servirão também para limpar vômito, baba, cuspe, outras secreções corporais e aquele suco de laranja derrubado da mesa pelo bebezinho.
EntretenimentoSe o bebê tem entre 3-6 meses, é útil trazer brinquedinhos de morder. Brinquedinhos barulhentos são absolutamente proibidos em qualquer idade. Achou que estava falando de entretenimento pra mãe? Fala sério! Se o neném dormir, durma também ou coma, não vá inventar de ler NADA!
SedativosPor motivos óbvios, não recomendo que a mãe tome nenhum (vontade não faltará).
Nunca precisei dar e meus bebês não choraram em nenhum voo (exceção feita à Fofolete, que levou uma caixotada na cabeça quando o avião pousou em Atlanta na ida), mas acredito que ter um sedativo na mochila, como plano B, pode trazer paz de espírito a muitas famílias. Converse antes com o médico da criança, pesquise alternativas porque algumas medicações podem deixar o bebê mais agitado.
Se acredita em homeopatia, há opções nesta linha.
O barulho constante do avião costuma ser sonífero para muitos bebês. Assim que se apagarem as luzes de apertar os cintos, sinta-se à vontade para levantar e ficar na porta do banheiro ninando o bebê.
Aqui, peço que minha querida amiga
Keiko, que compartilha comigo um estilo muito semelhante de maternagem, dê seu depoimento, para mostrar que não há regras absolutas. Mesmo carregando e amamentando pendurada sua filhotinha, ela não consegue dormir no avião e faz o possível para que ninguém mais durma.