Como disse a meteorologista no noticiário de ontem, estamos do lado errado do zero no termômetro. Nós, aqui de Vancouver ! O mesmo noticiário mostrou as temperaturas das principais cidades do país e o letreiro dizia 14 graus positivos no pontinho que correspondia a Montreal no mapa. Enquanto aqui para Vancouver a previsão era de 10-20 cm de neve no período da tarde. O que está acontecendo com São Pedro, gente ?
Embora o Marido Gringo Especialista em Neve nunca bote fé na previsão do tempo, aqui no centro, exatamente às 12:43, começou a nevar forte. Ao contrário do resto do país, onde a neve não afeta muito a vida dos habitantes, muita gente aqui opta por não dirigir quando está nevando. E as escolas às vezes cancelam as aulas. Um canadense me disse que é para as crianças poderem pegar os tobogãs e aproveitarem a rara oportunidade de brincar na neve no parque mais próximo de casa. Eu acho que é para evitar acidentes no caminho para a escola, já que os pais não têm tanta prática em dirigir nestas condições, mas cada um fica com o motivo que quiser.
Eu sofro de uma coisa que só descobri depois que mudei para cá (e no Brasil alguém tem isso ?): chama-se síndrome de Raynaud ou fenômeno de Raynaud. É uma deficiência na circulação, cujas causas permanecem um mistério e que leva a uma diminuição do fluxo sangüíneo nos dedos das mãos e dos pés, podendo afetar nariz e orelhas. Eu só tenho nos pés, de forma branda e já é um suplício. Mesmo toda empacotada, meus dedos dos pés sempre ficam como que anestesiados, mas muito doloridos quando o termômetro está do lado negativo. Aprendi, ao longo dos anos, a usar um gorro (manter a cabeça aquecida melhora a circulação de sangue para o corpo todo, já que no frio, o mecanismo de sobrevivência privilegia aquecer e perfundir o cérebro e não as extremidades) e talco nos pés antes de calçar os dois pares de meia (o talco absorve o suor que pode congelar entre os dedos). Como minhas habilidades em cima dos esquis ou da prancha de "snowboarding" não farão falta alguma nas Próximas Olimpíadas, evito ao máximo um contato corpo a corpo com a neve e o gelo. Não que me façam falta, porque sofrimento seria se eu não pudesse pisar descalça na areia de uma praia tropical. Que venham os 20 cm de neve, já que de casa eu não preciso sair hoje !
Mostrando postagens com marcador Vancouver. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vancouver. Mostrar todas as postagens
29 novembro, 2006
17 novembro, 2006
Águas de Novembro II - E a chuva continua, companheiros !
Os habitantes do Iglu precipitaram-se ao acreditar que, por terem estoque de água de garrafa e por 75% de sua população não ser dependente de café, não seriam muito afetados pela água suja nas torneiras pós-tempestade. Afinal de contas, a água da torneira geralmente é usada para lavar louças, frutas e verduras e cozinhar. Dar banho num bebê que vive com a mão na boca e teima em não prestar atenção aos alertas sobre os perigos da água suja virou uma aventura.
O comunicado da companhia de abastecimento de água local recomenda ferver toda a água usada para cozinhar e escovar os dentes. Mas mesmo após a fervura a areia continua no fundo da panela. E a água hoje apresenta mais sedimentos do que ontem. Pode até estar potável após a fervura, mas que a aparência não é boa, isso não é mesmo. Eu nem faltei aquela aula de ciências sobre decantação, lá na quarta série (ou era terceira ?), mas não lembro mais.
Para uma brasiliense mal acostumada com a água límpida que sai das torneiras da Capital Federal mesmo após a tempestade nossa de cada final de tarde em dezembro e janeiro, resta a dúvida: por que após um único dia de chuva forte a água ficou tão suja em Vancouver ? Será mais uma que os brasileiros deveriam ensinar aos canadenses ?
Para os cafeíno-maníacos anônimos resta uma dúvida ainda mais importante: quantos dias podem sobreviver sem os baldinhos de café dos Starbucks da vida ?
O comunicado da companhia de abastecimento de água local recomenda ferver toda a água usada para cozinhar e escovar os dentes. Mas mesmo após a fervura a areia continua no fundo da panela. E a água hoje apresenta mais sedimentos do que ontem. Pode até estar potável após a fervura, mas que a aparência não é boa, isso não é mesmo. Eu nem faltei aquela aula de ciências sobre decantação, lá na quarta série (ou era terceira ?), mas não lembro mais.
Para uma brasiliense mal acostumada com a água límpida que sai das torneiras da Capital Federal mesmo após a tempestade nossa de cada final de tarde em dezembro e janeiro, resta a dúvida: por que após um único dia de chuva forte a água ficou tão suja em Vancouver ? Será mais uma que os brasileiros deveriam ensinar aos canadenses ?
Para os cafeíno-maníacos anônimos resta uma dúvida ainda mais importante: quantos dias podem sobreviver sem os baldinhos de café dos Starbucks da vida ?
16 novembro, 2006
Águas de Novembro
Se Tom Jobim morasse em Vancouver, o título de sua obra prima não faria muito sentido por aqui. As águas vancouverites são de outubro a maio.
Como o verão este ano foi mais longo que o comum, São Pedro está compensando com umas tempestades, para que os habitantes locais não fiquem mal acostumados. Em sete outonos e seis invernos consecutivos, eu não lembro de ter ouvido uma única notícia sobre temporais por aqui. Chove bastante, mas é aquela garoa eterna e enjoada. Choveu muito mesmo ontem, até saiu no noticiário que foi tempestade, mas para brasiliense que se preza, se você está dirigindo e consegue enxergar o carro da frente e nenhuma árvore caiu perto do seu prédio, foi somente uma “chuva forte”.
Nomenclatura à parte, depois da chuva de ontem, a cidade hoje amanheceu com a água da torneira escura, não adequada para consumo. Canadense tem o hábito de beber água da torneira, sem filtrar. Aliás, saiu numa reportagem deste ano que a água “torneiral” de Vancouver estava entre as melhores do mundo. Como aqui no Iglu a gente não bebe reportagem nenhuma, toma-se água de garrafa, já que a da torneira, mesmo filtrada, tem gosto metálico. Portanto, aqui a cor da água da torneira não afetou a rotina. Adivinha quem foram os mais prejudicados pela água suja ?
O Marido Viciado em Café ligou para me avisar que fecharam todos os Starbucks aqui no centro da cidade (como se fizesse alguma diferença para mim, que jamais gostei de café puro, ainda mais servido em balde). Ele estava na fila, quando a moça na frente dele teve uma ataque histérico, já que era sua sexta tentativa frustrada de conseguir um café (em downtown, isso significa que ela andou no máximo três quarteirões para esbarrar em quatro lojas da Starbucks e duas da Blenz). Eu não teria dúvida: daria o café de água barrenta para a Moça Atacada, porque abstinência de cafeína é facilmente curável, mas burrice, só mesmo com transplante de cérebro.
E já avisaram que sábado tem mais tempestade !
Como o verão este ano foi mais longo que o comum, São Pedro está compensando com umas tempestades, para que os habitantes locais não fiquem mal acostumados. Em sete outonos e seis invernos consecutivos, eu não lembro de ter ouvido uma única notícia sobre temporais por aqui. Chove bastante, mas é aquela garoa eterna e enjoada. Choveu muito mesmo ontem, até saiu no noticiário que foi tempestade, mas para brasiliense que se preza, se você está dirigindo e consegue enxergar o carro da frente e nenhuma árvore caiu perto do seu prédio, foi somente uma “chuva forte”.
Nomenclatura à parte, depois da chuva de ontem, a cidade hoje amanheceu com a água da torneira escura, não adequada para consumo. Canadense tem o hábito de beber água da torneira, sem filtrar. Aliás, saiu numa reportagem deste ano que a água “torneiral” de Vancouver estava entre as melhores do mundo. Como aqui no Iglu a gente não bebe reportagem nenhuma, toma-se água de garrafa, já que a da torneira, mesmo filtrada, tem gosto metálico. Portanto, aqui a cor da água da torneira não afetou a rotina. Adivinha quem foram os mais prejudicados pela água suja ?
O Marido Viciado em Café ligou para me avisar que fecharam todos os Starbucks aqui no centro da cidade (como se fizesse alguma diferença para mim, que jamais gostei de café puro, ainda mais servido em balde). Ele estava na fila, quando a moça na frente dele teve uma ataque histérico, já que era sua sexta tentativa frustrada de conseguir um café (em downtown, isso significa que ela andou no máximo três quarteirões para esbarrar em quatro lojas da Starbucks e duas da Blenz). Eu não teria dúvida: daria o café de água barrenta para a Moça Atacada, porque abstinência de cafeína é facilmente curável, mas burrice, só mesmo com transplante de cérebro.
E já avisaram que sábado tem mais tempestade !
11 outubro, 2006
Indian Summer, viva !
Faz tempo que estou para escrever sobre o clima, mas como a meteorologia (e o efeito estufa) costumam conspirar contra mim, achei melhor adiar. Vai que chove só porque eu elogiei ? Como São Pedro não lê o blog, resolvi arriscar. Nada mais justo elogiar o sol, já que eu reclamo UM POUQUINHO da chuva aqui...
O Pacotinho de Verão nem sabe o que o espera em Raincouver. Nascido em junho, praticamente viu a chuva somente duas vezes. Este ano está acontecendo o que os canadenses chamam de "Indian Summer", um verão prolongado. Verão em termos, né gente, porque faz sol, mas chamar menos de vinte graus de "verão" é coisa de esquimó que tomou Prozac.
Nunca, em seis anos desde que me mudei para cá, vi tanto sol no mês de outubro. Aliás, comentei isso com um estranho outro dia, quando ele passeava com o cachorro e eu empurrava o carrinho de neném na beira do mar e ele me respondeu: "eu moro aqui há quarenta anos e este foi o melhor verão".
Por que "Indian Summer" ? Não tenho a menor idéia, mas sendo "summer", pouco importa se é indiano, iraquiano, paraibano...
O Pacotinho de Verão nem sabe o que o espera em Raincouver. Nascido em junho, praticamente viu a chuva somente duas vezes. Este ano está acontecendo o que os canadenses chamam de "Indian Summer", um verão prolongado. Verão em termos, né gente, porque faz sol, mas chamar menos de vinte graus de "verão" é coisa de esquimó que tomou Prozac.
Nunca, em seis anos desde que me mudei para cá, vi tanto sol no mês de outubro. Aliás, comentei isso com um estranho outro dia, quando ele passeava com o cachorro e eu empurrava o carrinho de neném na beira do mar e ele me respondeu: "eu moro aqui há quarenta anos e este foi o melhor verão".
Por que "Indian Summer" ? Não tenho a menor idéia, mas sendo "summer", pouco importa se é indiano, iraquiano, paraibano...
17 janeiro, 2006
E Perdemos um "Record"...
Para que Vancouver batesse seu próprio e deprimente "record" de 28 dias consecutivos de chuva, deveria ter chovido no domingo passado. A medição pluviométrica é feita no aeroporto, onde dizem não ter caído água no domingo. Não que eu esteja medindo, aliás torço por sessenta dias consecutivos de sol, mas choveu aqui em casa. Segundo a meteorologia, tivemos SOMENTE 27 dias seguidos de chuva e não quebramos o "record" de mil-novecentos-e-sei-lá-quando. Claro que voltou a chover para todo o lado na segunda-feira e os loucos meteorólogos agora esperam bater o "record" de maior número de dias chuvosos no mês de janeiro.
Minha sanidade mental, que nunca foi muito abundante, está sendo levada pela chuva. Contei hoje três guarda-chuvas dentro do meu armário no hospital, dois dentro do carro, dois secando na banheira e três quebrados no armário de sapatos, mas como ainda abrem, podem ser úteis algum dia. Concluí que, independentemente do tamanho da minha sombrinha, as barras da minha calça sempre ficam ensopadas. E qualquer casaco que não seja impermeável, por mais lindo que seja, não é objeto de desejo atualmente.
Minha sanidade mental, que nunca foi muito abundante, está sendo levada pela chuva. Contei hoje três guarda-chuvas dentro do meu armário no hospital, dois dentro do carro, dois secando na banheira e três quebrados no armário de sapatos, mas como ainda abrem, podem ser úteis algum dia. Concluí que, independentemente do tamanho da minha sombrinha, as barras da minha calça sempre ficam ensopadas. E qualquer casaco que não seja impermeável, por mais lindo que seja, não é objeto de desejo atualmente.
12 janeiro, 2006
Coisas de Raincouver
O noticiário de hoje tinha como principal manchete algo de que eu já suspeitava, mas que não contabilizava por medo de cair em depressão: completamos hoje 25 dias consecutivos de chuva nesta terra ! A previsão é de pelo menos mais sete. Se o médico disser que estou liberada para viajar e se eu não estiver completamente mofada até o mês que vem, espero poder torrar o couro no meu país tropical. Ninguém merece mais de 30 dias de chuva e frio sem parar.
E pensar que em Brasília a gente pode passar uma vida inteira com um único guarda-chuva de camelô. Aqui eu tenho vários, de inúmeras cores e tamanhos, alguns com a dimensão de um guarda-sol de praia, para não chegar ensopada no hospital. Nem Mary Poppins !
E pensar que em Brasília a gente pode passar uma vida inteira com um único guarda-chuva de camelô. Aqui eu tenho vários, de inúmeras cores e tamanhos, alguns com a dimensão de um guarda-sol de praia, para não chegar ensopada no hospital. Nem Mary Poppins !
07 novembro, 2005
Hollywood é Aqui (na Esquina)
Que Vancouver virou a nova meca do cinema americano a gente já sabia. Quem já passou por aqui pode reconhecer em diversos filmes os ônibus, alguns prédios e ruas locais. Sábado reparei que uma das ruas paralelas à minha estava bloqueada, com um enorme carro de bombeiros parado. Como canadense tem paranóia com incêndio e chama os bombeiros até para apagar vela de aniversário e como eu não sou curiosa, passei ao lado de tudo e sequer prestei atenção. Domingo o Marido Curioso chega em casa dizendo "estão gravando o novo filme do Al Pacino ali na Homer St. Passei na hora em que eles estavam explodindo um Porsche, tão legal ! Imediatamente eles cortaram a cena e os bombeiros apagaram o fogo." Devem ter esperado até domingo porque sábado não parou de chover nem por um segundo.
Se fosse eu passando naquela hora, só saberia do filme quando visse no cinema. São as mil e uma utilidades do Marido Gringo Curioso.
Se fosse eu passando naquela hora, só saberia do filme quando visse no cinema. São as mil e uma utilidades do Marido Gringo Curioso.
06 outubro, 2005
A Luta Continua, Companheiros ! - Segunda Parte
No mesmo dia em que Vancouver foi eleita a cidade com melhor qualidade de vida do mundo, veio o anúncio da greve dos professores, que começa amanhã.
Tem chovido tanto e feito um frio tão chato, que é capaz de alterarem a classificação e colocarem Melbourne, na Austrália, em primeiro lugar na tal lista.
Tem chovido tanto e feito um frio tão chato, que é capaz de alterarem a classificação e colocarem Melbourne, na Austrália, em primeiro lugar na tal lista.
09 setembro, 2005
Quatro Azarado
Um post informativo hoje, que o Crônicas do Iglu também é cultura !
Responda rápido: qual o número do andar que geralmente não existe nos prédios na América do Norte ? Pelo menos nos prédios chineses daqui, não é o treze, mas quem diria, o inofensivo número quatro. Logo ele, que faz a alegria da galera brasileira no tal “quadrado mágico” da Seleção. Coisas de chinês...
A população chinesa aqui em Vancouver é imensa, é o segundo Chinatown do mundo, só perdendo para San Francisco, na Califórnia. Da rua, é possível identificar as casas de chineses, pelas estátuas de leões na entrada e pela cor (quase sempre rosa). Os prédios precisam ser vistos por dentro e já do elevador a gente sabe o que aguarda: tudo rosa. Coisas que eu pensava serem cor-de-rosa somente na casa da Barbie, como portas de elevador, carpetes, paredes, granito, teto, portas de entrada do apartamento, rodapés... A casa da Xuxa perde feio ! Espera só eles descobrirem o Guaraná Jesus lá do Maranhão, vão morrer de inveja da cor do refrigerante (tem um gosto de perfume que nem dá para descrever, só provando).
Quando a gente veio comprar o apartamento, sabia que se tratava de um prédio construído por chineses pela coloração típica das paredes dos corredores, mas só observei a tetra-implicância depois que me mudei. Não existem os andares quarto e décimo quarto. O elevador passa de 3 para 5, de 13 para 15, assim como os endereços. No nosso andar, por exemplo. os apartamentos têm numeração 601, 602, 603, 605, 606, 607, 608 e 609. Tudo para afastar o número azarado.
Em compensação, oito é o número da sorte. Os estabelecimentos comerciais com endereço 888 são 100% de propriedade de chineses. As placas de carro 888 também.
Uma colega chinesa está consultando um astrólogo conterrâneo para poder marcar a data do casamento e evitar um dia azarado (4, 14 ou 24, penso eu). Não vai casar em 2005 porque é o Ano do Galo que, pelo que dizem, é muito galinha e não favorece uniões duradouras.
Segundo a sabedoria milenar chinesa, o Parreira deveria escalar todos os cinco astros no ataque da Seleção, para evitar maus fluidos. Pensando bem, eu sempre morei no quarto andar em Brasília (em dois diferentes endereços, sempre no quarto), deve ser por isso que jamais ganhei na Mega Sena !
Responda rápido: qual o número do andar que geralmente não existe nos prédios na América do Norte ? Pelo menos nos prédios chineses daqui, não é o treze, mas quem diria, o inofensivo número quatro. Logo ele, que faz a alegria da galera brasileira no tal “quadrado mágico” da Seleção. Coisas de chinês...
A população chinesa aqui em Vancouver é imensa, é o segundo Chinatown do mundo, só perdendo para San Francisco, na Califórnia. Da rua, é possível identificar as casas de chineses, pelas estátuas de leões na entrada e pela cor (quase sempre rosa). Os prédios precisam ser vistos por dentro e já do elevador a gente sabe o que aguarda: tudo rosa. Coisas que eu pensava serem cor-de-rosa somente na casa da Barbie, como portas de elevador, carpetes, paredes, granito, teto, portas de entrada do apartamento, rodapés... A casa da Xuxa perde feio ! Espera só eles descobrirem o Guaraná Jesus lá do Maranhão, vão morrer de inveja da cor do refrigerante (tem um gosto de perfume que nem dá para descrever, só provando).
Quando a gente veio comprar o apartamento, sabia que se tratava de um prédio construído por chineses pela coloração típica das paredes dos corredores, mas só observei a tetra-implicância depois que me mudei. Não existem os andares quarto e décimo quarto. O elevador passa de 3 para 5, de 13 para 15, assim como os endereços. No nosso andar, por exemplo. os apartamentos têm numeração 601, 602, 603, 605, 606, 607, 608 e 609. Tudo para afastar o número azarado.
Em compensação, oito é o número da sorte. Os estabelecimentos comerciais com endereço 888 são 100% de propriedade de chineses. As placas de carro 888 também.
Uma colega chinesa está consultando um astrólogo conterrâneo para poder marcar a data do casamento e evitar um dia azarado (4, 14 ou 24, penso eu). Não vai casar em 2005 porque é o Ano do Galo que, pelo que dizem, é muito galinha e não favorece uniões duradouras.
Segundo a sabedoria milenar chinesa, o Parreira deveria escalar todos os cinco astros no ataque da Seleção, para evitar maus fluidos. Pensando bem, eu sempre morei no quarto andar em Brasília (em dois diferentes endereços, sempre no quarto), deve ser por isso que jamais ganhei na Mega Sena !
Assinar:
Postagens (Atom)