27 março, 2013

Coisas Que Escuto Aqui no Iglu

Pacotinho de Viagens sonhando com a ida ao Rio de Janeiro:

- A gente pode ir ver a estátua?
- Do Cristo Redentor? Claro!
- Não tem uma montanha que se chama Pão de Queijo?
- Pão de Açúcar.

***

Fofolete cai na escada, levanta sozinha, olha pro joelho e choraminga ao ver a meia-calça furada:
- A tampa da meia quebrou!

E nem reclama do joelho ralado, sangrando.

24 março, 2013

The Croods



Fazia tempo que um desenho animado tão criativo e tão divertido não era lançado. Eu, pelo menos, não ria tanto no cinema desde Shrek ou Procurando Nemo e lá se vai uma década. Marido Gringo acrescenta neste tempo Como Treinar Seu Dragão, que também foi original e engraçado.

The Croods tem sequências rápidas, de tirar o fôlego e algumas cenas meio assustadoras, mas Fofolete, com quase 2 anos e meio, assistiu a tudo sem piscar e sem ficar com medo. O Pacotinho de Animação Digital deu altas gargalhadas e também não se assustou em nenhuma cena (mas bem que apareceu para dormir na cama dos pais no meio da noite, coisa que não fazia há muitos meses - será que tem ligação com o filme?).

Com piadas para todas as idades, as mudanças na vida desta nova família das cavernas são garantia de entretenimento para a família toda.

21 março, 2013

SAL do Iglu para Nanny

Claro que pode compartilhar.

19 março, 2013

Vaidade, Teu Nome é Fofolete

Você, antes de ter filhos, olhava horrorizada para aqueles meninos com as calças rasgadas no joelho e pensava consigo mesma "que mãe desleixada!". Agora que você sabe que em 3 meses no máximo uma calça nova (de qualquer tecido) estará rasgada no joelho e que sim, seu filho vai continuar usando-a do mesmo jeito, passou a observar que "aqueles meninos com as calças rasgadas" são todos os meninos entre 5 e 8 anos (você ainda não prestou atenção na faixa etária muito longe da do seu filho). Mães desleixadas de meninos ativos unidas jamais serão vencidas.

E, da mesma forma que você criticava mentalmente as mães desleixadas dos meninos, ouvia com ceticismo os casos das garotinhas que se recusavam a sair de casa se não estivessem de vestido. E você ainda pensava que isso seria a partir dos 5, 6 anos. Ha ha ha, diria você hoje para alguém que pensasse assim.

Fofolete, antes de completar 2 anos e meio, decidiu que só dorme de camisola. Não tem frio, nem cobertor caído no chão, nem pijama bonitinho que a faça mudar de ideia. Não tem conversa, nem nada. Ganhou 2 camisolas "de princesa" do tio, que ficaram devidamente escondidas desde o Natal, mas foram encontradas por ela no fundo da gaveta. E, desde a descoberta, os pijamas foram todos aposentados. E outra noite ela chorou por 40 minutos, enquanto o pai ainda achava que conseguiria convencê-la a pelo menos vestir uma calça de pijama por baixo da camisola. E ele perdeu.

No domingo, voltando da "aula de pocudês" (português, para os maiores de 2 anos), ao perceber que o carro estava no caminho de casa, Fofolete adiantou-se "dormir de camisola de princesa. Camisola ROSA". Ela já avisa a vários quarteirões de distância, para evitar a discussão depois do banho.

Ela abre as gavetas, descobre vestidos de verão escondidos e decide que, apesar dos 6 graus Celsius, é hora de "vestido de florzinha" ou "vestido de bairalina" (assim mesmo, com o R no lugar do L). Para convencê-la a colocar a meia-calça por baixo do vestido, somente apelando para o único argumento que funciona: o da vaidade. Enquanto o verão não chega (cá pra nós, nem a primavera de verdade), tem funcionado distraí-la com a escolha dos sapatos para calçar a meia. Ela vai pensando no sapato, alguém calça as meias rapidamente. E as botas de chuva cor-de-rosa são as eleitas mesmo em dia de sol.

A ditadura do rosa nem sempre é escolha das mães, como você tem comprovado. Com 2 anos, ela gravita em torno desta cor e, sempre que há opção, ela opta pelo rosa, mesmo tendo todas as cores (inclusive preto) no armário. E quando alguém sugere qualquer outra cor, ela responde "não combina".

Mesmo com a discussão matinal diária com o pai na hora de decidir o que vestir, todos estão de acordo num ponto: esta idade em que eles falam tudo, manifestam sua própria opinião com aquela vozinha deliciosa é trabalhosa mas é uma delícia! Vontade de filmar todo dia as conversas dela (o que seria fácil na era do iPhone, iPad e etc, mas ela é quem quer filmar e fotografar tudo sozinha).

17 março, 2013

Tem Como Não Ficar Orgulhosa?

Um dia, a Professora Maravilhosa (ela merece um blog inteiro só de elogios) do Pacotinho de Aprendizagem leu na sala um livro chamado The Empty Pot. Sendo quem ele é, levantou logo o braço para dizer que tinha em casa um exemplar em português. Ela perguntou se ele gostaria de trazer e ler para a classe e ele topou.



Passaram-se várias semanas do episódio, que encheu a Mãe do Pacotinho de Leitura de orgulho, mas que ela pensou ser um evento comum nesta terra de imigrantes e de crianças poliglotas em potencial.

Eis que chega o dia da entrega do boletim e a Professora Maravilhosa fez questão de escrever que o Pacotinho de Leitura deixou todos impressionados quando leu em português e que parece que ele lê tão bem em português quanto em inglês (quem é ela, sul-africana, cercada por 19 crianças, a maioria canadenses entre um vietnamita, três chinesas e um venezuelano, mas nenhum falante de português para julgar?). A verdade é que ele ainda não lê tão bem em português quanto em inglês, mas ultrapassou o esperado em todos os conceitos do boletim relacionados à leitura e comunicação oral em inglês, comprovando na prática o que dizem os estudos sobre crianças criadas em ambientes em que mais de um idioma é falado. O(s) idioma(s) extras falado(s) em casa não confundem nem atrapalham o aprendizado da língua majoritária (a falada fora de casa). O fato de o cérebro aprender desde cedo a processar informação em diferentes línguas torna-o mais eficiente e menos propenso a déficit de atenção. Um dos outros comentários da professora no boletim foi justamente sobre o fato de o Pacotinho de Interesse estar sempre atento a tudo e ter uma memória excelente.

E o livro que ele leu? Uma fábula chinesa sensacional sobre honestidade, recomendada para crianças em qualquer idioma.

11 março, 2013

Depois da Alfabetização

O Pacotinho de Leitura, depois de ler o livro diário da escola ("de capítulos", com mais de 100 páginas!), decide ouvir pela enésima vez O Dono da Bola, da Ruth Rocha. E ele lê em voz alta uma das linhas que diz algo sobre "o nosso time". E, com aquela cara típica de quem acabou de ter uma ficha caindo, comenta com um sorriso:

- Em português é time, se fosse em inglês, a gente falava "taime", mas escreve igual!

Ainda bem que há gosto para tudo nesta vida. Se eu fosse professora, só iria quer dar aula pra turma de 6 anos. Que idade deliciosa!