27 julho, 2013

Viagem à terrinha em números

Foram 3 voos na ida, 3 voos na volta. E você jura que jamais, em tempo algum, nem de graça, você faz o mesmo percurso na volta. Brasília-Miami-Los Angeles-Vancouver nunca mais. Com exceção do retorno, o saldo da viagem foi ótimo:

- 3 semanas de Brasil
- 1 dia de chuva
- 1 final de semana no Rio de Janeiro
- 1 semana no litoral de Pernambuco
- 1 jogo ao vivo da liga mundial de vôlei (Brasil vencedor)
- 1 jogo do Flamengo ao vivo no estádio Mané Garrincha em Brasília (você ignora solenemente o novo nome dado pela Fifa - o estádio sempre foi Mané Garrincha - e o Flamengo ganhou)
- 1 festa junina em que você conversou com pessoas que não via há 20 anos
- 1 festa de família em que você encontrou amigos queridos
- 1 filha que perdeu o sotaque de paranaense do interior (sem a menor intenção de ofender os paranaenses, mas o lugar mais ao sul em que você e sua família já moraram no Brasil é o Rio de Janeiro - como explicar sua gringuinha falando poRtuguês com aquele R?)
- 30 ou mais livros infantis em português na mala e farinha de mandioca suficiente até a chegada do próximo portador

Nem tudo foram flores. O Pacotinho de Globalização foi chamado de burro no "cuBLInho" (como diz a Fofolete) do hotel onde se hospedou com a família em Pernambuco porque não sabia o que era "bater bafo". Obviamente, ele ficou muito triste e você idem. Apesar do português fluente e sem sotaque de estrangeiro, ele não mora no Brasil e as aulas de português e cultura brasileira aos domingos não conseguem cobrir todas as parlendas, brincadeiras, músicas e gírias de um país tão imenso quanto o Brasil. Mas ele não só aprendeu o que é "bater bafo" ("é um jogo que só existe em Pernamubuco, Mamãe?"), como aprendeu a jogar 007 (que você jamais tinha visto) e voltou cantando músicas novas que ouviu na colônia de férias.


Não havia colônia de férias pra idade da Fofolete, mas no ano que vem, isso já não será um problema.

Claro que não é impossível manter o português fluente dos filhos gringuinhos sem ir ao Brasil todo ano, mas é inegável que cada viagem dá um impulso de vocabulário, de cultura, de amor pela terrinha.