25 maio, 2011

O Pacotinho de Detalhes

Mamãe está falando com a irmã pelo telefone, como faz todos os dias. O Pacotinho de Necessidade de Chamar a Atenção está "brincando" com a irmãzinha, como faz sempre que a mãe está falando muito tempo com alguém (e quando é que ela fala pouco tempo?).

Então, da série "Coisas Nunca Ditas por Você Antes de Ter Filhos", Mamãe solta um:

- Filhote, pare de usar a cabeça da sua irmã como pista de aterrisagem de aviãozinho.
- Manhê! (impaciente)
- O quê?
- Não é aviãozinho. É um foguete. Ô-NI-BUS ES-PA-CI-AL.

22 maio, 2011

Última Carta de 4 Anos

"Filhote,

Mês que vem já é seu aniversário de 5 anos! Você mudou muito neste último ano, perdeu aquela carinha de criança pequena.

Você, como todos nós, está adorando esta casa. Brinca quase que diariamente com o filho do vizinho no quintal. Esta semana, num dos raros dias ensolarados e quentes deste ano (o mais quente até agora), Mamãe estava na cama amamentando, seu pai tinha saído e você e seu amigo estavam deitados na grama, olhando pro telhado e conversando sobre alienígenas, um dos seus assuntos favoritos. Se estivéssemos no apartamento, Mamãe amamentando, seu pai fora de casa, você certamente estaria plantado na frente da TV, mas como agora temos o "lá fora", o dia de sol foi aproveitado até o fim, com seu novo melhor amigo. É tão linda a amizade de vocês! O Nikko é tímido, calado, fala baixinho, o oposto de você e, no entanto, vocês se dão tão bem. Nunca precisam que alguém sugira o que fazer, do que brincar.

Você faz amizade facilmente, até com as crianças mais caladas, mais retraídas. Sempre foi assim, desde bebê nunca estranhou ou chorou no colo de qualquer pessoa. Agora mesmo chegou de uma festa, da qual seu pai disse que foi difícil convencê-lo a sair porque estava brincando sem parar, dizendo "Mãe, foi terrível. Todo mundo estava jogando spray em mim". Realmente, o cheiro de perfume doce está tão insuportável que a roupa já foi direto pra máquina, mas dizer que a festa foi terrível depois de brincar e correr 3 horas sem descanso é demais.

Ontem você ajudou seu pai a lavar o carro, anteontem vibrou com o cortador de grama em ação. No primeiro dia de sol desta semana, arrancou as ervas daninhas (por pouco o pé de morango não foi junto) e plantou as sementes de abobrinha. Você foi a primeira pessoa a notar que o tomateiro já está florido. São as pequenas alegrias e descobertas de um estilo de vida completamente diverso do que tínhamos até dois meses atrás, somente porque mudamos alguns quilômetros de distância, embora continuemos a morar na mesma rua de antes.

É muito engraçado quando volta e meia você tropeça em algum brinquedo espalhado (por que será?) e reclama "Mãe, eu falei que não queria morar nesta casa". A culpa é da casa.

Fizemos uma aula experimental de música, você gostou muito. Vai ter uma semana no verão, depois a aula semanal começa em setembro. É um método excelente (music for young children), que Mamãe adoraria ter tido a chance de vivenciar na sua idade, ao invés das aulas de piano maçantes que ela teve anos a fio.

Você começou esta semana na aula de jiu jitsu. Ficou tão bonitinho de kimono! Não é kimono que se chama oficialmente a roupa (está escrito no manual o nome certo), mas é o nome que a Mamãe sabe. A aula é bem rígida, mas você adorou. Ficou lá dando os golpes no boneco ("Mãe, o nome dele é Bob"), todo compenetrado. Pra alguém agitado, incansável como você, o rigor e a disciplina de uma arte marcial farão bem.

Mamãe passou uns dias preocupada, achando que talvez você fosse hiperativo. Parece ter mais energia do que todas as outras crianças à nossa volta. Juntas. Hoje em dia tem nome de doença pra tudo, até para ter energia demais. Ela sofreu por antecipação, imaginando você tendo dificuldade em ficar sentado durante a aula no kindergarten. Aí ela foi assistir a uma aula na sua escola e viu que não tem motivos para se preocupar, ao menos por enquanto. Havia vários meninos distraídos, um inclusive parou o que estava fazendo quando você chegou e veio até a sua mesa puxar papo. Que você não deu, aliás, concentrado que estava na sua atividade. Tinha uma menina levantando a saia para coçar o bumbum, um menino com a mão dentro da calça fazendo o mesmo (será mania coletiva da idade?). Sim, tinha duas meninas quietinhas copiando algo de um livro, mas os outros todos estavam num senta-levanta sem fim. Que alívio! Mamãe sempre foi rápida, elétrica e impaciente, mas concentrada, capaz de ficar muito tempo numa atividade repetitiva e espera que você não tenha herdado somente a parte de ser ligado no 220V o tempo todo.

Falando em escola, você já está lendo algumas palavras. Não gosta de escrever, mas adora os exercícios com números e joguinhos de encontrar o que está errado na cena.

Você é ótimo para distrair sua irmã, principalmente na cadeirinha do carro. E vibra com os progressos dela. "Mãe, ela está batendo palma, que bebê esperta!"

Você adora o personagem principal do livro Marcelo, Marmelo, Martelo. E volta e meia sai com palavras novas, exatamente como ele. "Mãe, tem um agueiro lá no parque". "Não existe 'agueiro', Filhote. É uma fonte de água, um chafariz". "Não, Mãe. Agueiro é um lugar onde a gente põe a boca pra beber água". "Então é bebedouro, ué!".

Outro dia estávamos no carro quando caiu uma chuva de granizo. Você não conseguia parar de rir e achou o máximo a "chuva de meteoros". Não houve jeito de convencê-lo de que não era meteoro coisa nenhuma.

Mifino, seu amigo imaginário, é assunto de conversa quase que diária. Hoje mesmo Mamãe descobriu que ele fala inglês, português "e também a língua do Tata", que ele tem uma irmãzinha bebê (cujo nome ele falou, mas você já esqueceu), é "marronzinho" e tem os pés iguais ao do E.T. Ele andou pedindo umas comidas aqui em casa, que não comeu, mas depois que Mamãe avisou que iria conversar com a mãe dele por conta disso, não aconteceu mais.

Uma querida amiga da Mamãe mandou um CD do Palavra Cantada para você. Sua música favorita é a das frutas e suas árvores. Uma criança canta o nome de uma fruta e o coro fala o nome da árvore. Você chorou de rir na primeira vez que ouviu "umbu, umbuzeiro". Gargalhava e falava "bumbum? Não existe bumbunzeiro". Outra palavra que provoca risadas histéricas em você é "catupiry", que seu tio trouxe do Brasil quando esteve aqui na Semana Santa. Mamãe já mostrou que é um queijo na caixinha redonda, mas volta e meia você pede "Mãe, pode você mostrar um catupiry no computador?"

A faixa do CD "O que que tem na sopa do neném?" está riscada. Você logo avisou "foi o Tata". Mamãe disse que seu pai nem encostou no CD e você corrigiu "então foi a Marina. Ela gritou tão alto que o CD arranhou". Capacidade infinita de arrumar desculpas a sua...

Você topou o desafio de provar todo dia uma comida que não tinha comido antes. Começamos muito bem, com muffins de aveia e banana, mas foi ficando muito estressante quando a comida era algo "intragável" pra você, como carne vermelha. Sim, você come pouco, em quantidade e variedade. Mamãe, por ter passado por isso e ter sido forçada a comer, sempre foi deixando para lá, acreditando que, em algum momento, o estirão de crescimento vai chegar e a fome vai bater. Só que o tempo vai passando, as pessoas se preocupam, comentam, criticam. Mudamos algumas coisas, você agora se senta à mesa e provou uma meia dúzia de coisas que não comia antes (gostou de poucas, detestou algumas, inclusive comeu o macarrão em formato de insetos que você mesmo escolheu com a cara de quem estava comendo gafanhotos vivos). Mas vai ter que ser sem pressão. É irritante ver você inventando desculpas para não provar a comida, mesmo após ter prometido, porque Mamãe inventou este jogo de enganar os adultos para não comer. Ela sabe duas horas antes que você não tem a menor intenção de comer aquilo, embora curta muito ajudar a fazer. Então, não voltamos à estaca zero, mas também não vamos ter a obrigação de toda noite provar algo diferente. Mamãe acredita piamente que, em casa que tem comida farta, uma criança não passa fome (sim, tem aqueles casos de anorexia nervosa, o que definitivamente não é o nosso problema). E, para confirmar a teoria de que você não só não passa fome como é saudável, estamos aqui todos doentes, Mamãe nem consegue terminar uma frase inteira sem tossir alucinadamenate, Fofolete toda entupida, seu pai um bagaço e você nem tem o nariz escorrendo. Sua mãe só foi provar feijão com arroz aos 13 anos, ela se lembra de voltar da escola a pé e sentir pela primeira vez na vida a barriga roncando de fome. Tem tempo, um dia a sua avó ainda vai contar isso rindo, mesmo que agora viva preocupada. Por enquanto, vamos continuando com muffins incrementados com aveia enriquecida com ferro, abobrinha, cenoura, porque definitivamente, falta de energia por comer pouco é um problema que não afeta você.

Mamãe se despede aqui, tossindo louca e irritantemente, com um abraço apertado. Tem uma foto legal para colocar aqui, de você plantando abobrinha na horta, mas está na câmera do seu pai, que Mamãe não sabe usar. Fica pra outro dia."

16 maio, 2011

O Pacotinho de Memória

Estão os dois brincando e conversando em português, o Pacotinho de Estripulias e um amiguinho um ano mais novo. Nesta fase pré-escolar, um ano costuma fazer muita diferença na hora de brincar de jogo da memória e o amigo é do tipo concentrado, quietinho, completamente diferente do seu oponente no jogo.

É a vez do amiguinho, que vira uma carta e não sabe onde está o par. O Pacotinho de Impaciência (filho de peixe...) vira o par e entrega para o amigo. Mamãe repreende (faça como eu digo, mas não faça como eu faço), explica que é para esperar a vez do menino, que ele também quer descobrir sozinho os pares.

Nova rodada, o amigo está na mesma situação. Desta vez, o Pacotinho de Esforço aponta para a carta virada sem falar nada e o amigo obviamente encontra o par. Mamãe explica que não é para virar, nem apontar pra carta, mas que aprenda a esperar o tempo do amigo.

Última rodada, há somente 4 cartas de face para baixo. O amigo está confuso, não sabe onde está o par e o Pacotinho de Dicas não vira a carta, nem aponta, somente fala "está perto do meu pé".

15 maio, 2011

Problemas com a Vizinhança - 2

Vancouver é uma cidade muito peculiar. Em poucas cidades grandes do mundo é possível esquiar e jogar vôlei na praia, num mesmo dia, sem precisar pegar uma estrada. Também é um dos poucos lugares na América do Norte em que se pode morar numa casa com quintal razoavelmente grande e ainda estar dentro da cidade. Mas o mais surpreendente é a vida selvagem que caminha pelo centro e pelos quintais, como se estivesse num desenho da Disney. Como se diz na minha terra, os bichos aqui são "enturmados".

Eis que uma noite, criançada já dormindo há tempos, escuta-se um guincho forte, parecendo o de um daqueles brinquedos de borracha de criança. Como inglês é uma língua muito melhor pra explicar sons que português, pego emprestada a palavra deles: o som é "squeaky". Só que parecia elevado à milésima potência.

Pessoa urbana, criada em apartamento que sou, decretei, do alto da minha ignorância zoológica "não vamos abrir a porta para ver o que é, deve ser um morcego". Pessoa igualmente urbana, também criado em apartamento, mas do sexo oposto, Marido Gringo nem pensa e abre a porta do quarto, que dá para a varanda. Eis que estão lá dois gambás, fugindo depois de terem sido atacados por algum outro animal (o cachorro do vizinho? Um coiote? Um guaxinim?). Vimos no segundo em que o gambá levantou o rabo e soltou aquele jato de gás (deve ser gás). Imediatamente o ambiente foi tomado por um cheiro insuportável, que durou até a tarde do dia seguinte.

Gambás aqui são bonitinhos, como este da foto. Mesmo assim, prefiro não ter amizade com eles.




Dois dias depois, da janela da cozinha, vejo um pato selvagem no quintal. Aquele da moeda de 1 dólar, com a cabeça verde esmeralda, lindo.



O Pacotinho de Planejamento já decidiu: "quando o tempo ficar quente e a gente tiver minha piscina de plástico, vamos colocar lá na garagem de noite, senão o pato vai fazer cocô nela. Mãe, pato faz cocô na água?"

O mais impressionante de morar em casa depois de passar uma vida inteira em apartamento é que, 2 meses após a mudança, ninguém aqui se lembra de ter tido outra vida. Com ou sem bicharada, ter um quintal é muito bom.

07 maio, 2011

Como julgar um penteado?


A Fofolete do Iglu, como não poderia deixar de ser com o DNA dos dois lados da família, tem os cabelos cacheados. Mamãe costuma penteá-los logo depois do café da manhã, aproveitando para tirar os restos de comida agarrados nos cachos, nas sobrancelhas, no nariz...

Então, numa típica manhã de sábado, Mamãe faz maria-chiquinha na bebê e deixa-a brincando sentada no chão, enquanto vai ao banheiro. Quando volta, depara-se com uma miniatura da Viúva Porcina (os mais jovens provavelmente desconhecem esta personagem), com dois laços enormes no cabelo e lança a pergunta retórica para o Pacotinho de Iniciativa:

- Foi você quem fez isso?
- Sim, eu colocou os lacinhos no dela cabelinho.
- ColoQUEI no cabelo dela.
- Coloquei no cabelo dela.
- E você colocou devagarzinho, pras presilhas não machucarem?
- Sim, não sangrou e nem saiu NENHUM pedacinho.

Será este o novo critério para um penteado bem feito?

05 maio, 2011

Sete Meses

"Fofolete,

Você já completou 7 meses. Esta fase entre 5 e 8 meses é a favorita da sua mãe (já era desde que o seu irmão tinha 5 meses) e você está exatamente com tudo de bom que a idade tem: senta-se sozinha, consegue se entreter com uns brinquedos (qualquer coisa que possa segurar e levar à boca) por algum tempo, ainda não se move pela casa, é sorridente e fofinha. Que vontade de congelar você deste jeitinho!

Depois de um tempinho (curto) em que parou de chorar com estranhos, voltou a fazer isso com força total. Chora copiosamente com a maioria das pessoas que tenta pegá-la no colo (o Deda, coitado, nem precisa tentar segurá-la, basta que chegue o rosto perto do seu para que você recite a Salve Rainha, "gemendo e chorando neste vale de lágrimas". Alguns privilegiados, se brincarem com você por alguns minutos, conseguem segurá-la sem presenciar seu choro convulsivo. E você chora vibrando a língua no céu da boca, fazendo um barulho engraçadinho, idêntico ao do personagem Kiko, Kiko do antigo programa do Chaves.

Ontem fizemos uma sessão de fotos profissionais. Você chorou dramaticamente e a fotógrafa comentou que nunca tinha visto nem ouvido um choro tão bonitinho. Acabamos comprando uma foto sua, toda arrumadinha de vestido e casaquinho, chorando como se estivesse num sofrimento profundo. Tomara que um dia você também ache graça da imagem, porque até chorando um bebê na sua idade é bonitinho.

Tivemos outra sessão com a fonoaudióloga, que notou vários progressos. Sua língua ainda fica muito tempo para fora da boca, mas você já come bem melhor. Ainda não é um movimento perfeito de levar a comida até a garganta, muitas vezes parece um gatinho lambendo o alimento da colher. Houve uns dias ótimos, em que você comia bem ervilha, batata, cenoura, cereais, mas de uns dias pra cá, só quer comer frutas. Pêssego é sua comida favorita. Hoje se divertiu chupando um pedaço de carne no jantar. Tentamos abóbora algumas vezes, mas parece que a textura a incomoda. A cara que você faz se não gosta de alguma comida é impagável! Quando está com fome, grita de raiva enquanto seu pai demora para encher a próxima colher. Desde o primeiro dia, você adorou água. Toma no copo normal, direitinho e, sempre que vê um copo vazio, segura-o como se estivesse bebendo água nele.

Você tem dormido bem à noite, acordando somente uma vez para mamar. Passou umas noites acordando muito, aí seu pai falou que "enquanto o bar está aberto, a festa não acaba" e ia ao berço acalentá-la ao invés da Mamãe. Deu certo, porque na noite seguinte, você já diminuiu as acordadas para somente uma, lá pelas 4 da matina. Tem dias em que acorda às 05:30, mama e dorme novamente até às 07:00. Muitas vezes acha que já está pronta pra brincar, então vem para nossa cama e acaba eventualmente esticando o sono. De dia, dorme pouco, muito parecida com seu irmão. Mamãe nunca descobriu o segredo do sono diurno dos bebês desta casa.

Você é agitadíssima. As trocas de fralda tem sido cada vez mais desafiadoras. Hoje mesmo, enquanto Mamãe Polvo usava seis de seus braços para segurá-la, você alcançou a caixinha de fivelas e lacinhos de cabelo na estante acima do trocador e derrubou tudo. Já não adianta mais entregar algo na sua mão para entretê-la enquanto alguém tenta trocar sua fralda.

Você adora observar crianças brincando, mas inevitavelmente seus olhares acompanham seu irmão, ainda que haja um monte de outras crianças por perto. Você ri muito de praticamente tudo o que ele faz e a recíproca é verdadeira.

Você adora puxar os cabelos: os seus e os de qualquer pessoa. Dá até uma risadinha de prazer quando vê uma cabeça dando sopa, antecipando a felicidade de torturar o dono do cocoruto.

Praticamente toda noite seu pai entra na banheira grande e lava você e seu irmão juntos. Você ama tomar banho! Dá gargalhadas, bate as pernas espirrando água pra todo lado.

Ontem, na sessão de fotos, Mamãe ficou emocionada quando viu você com um vestido de primavera que ela havia comprado. Sim, já tinha visto na loja e no armário várias vezes, mas você nunca tinha usado antes e ficou tão linda que Mamãe experimentou novamente a mesma sensação de quando a vestiu com a roupa do Natal "esta menininha é minha, não preciso devolver pra ninguém". Será que algum dia sua mãe vai deixar de se maravilhar com a delícia que é ter e vestir uma menina? Vai precisar ficar se beliscando pra sempre até acreditar?

Obrigada por existir. Faz só sete meses que você chegou, Mamãe ainda sente um vazio na barriga que não pula mais de noite e, por outro lado, nem dá para lembrar como eram nossas vidas sem você.

Um beijinho atrás do pescoço, daqueles que provocam uma gargalhada deliciosa,
Mamãe".

01 maio, 2011

Alienação Real



Depois de dois dias e intensa cobertura da mídia, já deveria estar cansada das imagens do casamento real, mas nem de longe!

Se não bastassem o enredo de contos de fadas, com a moça plebeia usando um vestido impecável para casar com um príncipe de verdade, a igreja maravilhosa, a noiva linda com uma irmã igualmente belíssima, ainda teve as carruagens e os cavalos deixando qualquer veículo de transporte das princesas da Disney no chinelo. E o que foi a educação daquela multidão? Nenhum empurra-empurra, ninguém pendurado nas grades, nem sinal de alguém bêbado no chafariz, nem cocô de cavalo puxador de carruagem tinha! Eita povo organizado! Dizem as más línguas, não faltaram nem Anastácia de Grizelda (ou é Drizelda?), as irmãs feiosas da Cinderella, representadas pelas princesas Beatrice e Eugenie, com seus chapéus de gosto duvidoso. Há princesas de fato e outras de direito.



Só eu achei irônico um príncipe casando com uma milionária e dizendo "na riqueza e na pobreza?"

Como a maioria, na torcida por um casamento feliz nesta família.

Chamem-me de alienada. Obama neste momento avisa na que Osama Bin Laden foi morto e só quero ver (de novo) as imagens do casamento do século. Ainda bem que não é toda semana, senão Marido Gringo já pediria o divórcio.